Filmes

A ORIGEM | Uma ideia brilhante.

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O filme A Origem já chegou aos cinemas americanos e em outros países e já é um sucesso de crítica e bilheteria, aqui no Brasil chega somente em Agosto, porém já é considerado por muitos e por boa parte da crítica um forte candidato a filme do ano, eu vi só o trailer e já senti que o filme será bom demais, limpando nossa mente dessas adaptações de HQs, e filmes fantasiosos com muito efeito e pouco roteiro.

Christopher Nolan não decepciona, o diretor que não era muito conhecido até fazer Batman Begins e a continuação O Cavaleiro das Trevas inova novamente, ele acredita em roteiros bem elaborados (veja seus dois primeiros filmes Amnésia e Insônia) e o faz a partir de ideias simples e fantásticas.

A Origem conta a história de um ladrão de ideias, ele tem a habilidade de entrar na mente das pessoas enquanto elas estão dormindo e roubar suas ideias mais brilhantes, e por ter essa habilidade se torna um fugitivo e perde tudo que ama em sua vida, mas recebe uma proposta e a oportunidade de uma vida nova, será mais difícil do que ele imagina, dessa vez precisará IMPLANTAR uma ideia e não roubar ela.

Essa é a sinopse do filme sem contar que o mundo dos sonhos tem cidades maleáveis, e toda uma filosofia por trás deste mundo (como o CHUTE que é explicado em um dos trailers do filme e fala que é aquela sensação de que estamos caindo enquanto estamos sonhando e explica o que ela pode fazer). O filme está sendo considerado a melhor ficção cientifica desde Matrix (o que me agrada muito pois sou fã assumido da trilogia).

Christopher Nolan já se mostrou um diretor competente e mesmo tendo um orçamento de blockbuster não se limita a criar um filme pipoca, é inteligente e cria um filme que agrada quem assiste.

Veja abaixo o trailer do filme:

Homem de Ferro 2| AC/DC- Shoot the Thrill

O filme Homem de Ferro 2 estreou no último fim de semana em todo o Brasil, e para dar um gostinho da trilha sonora, nada menos que o AC/DC fez uma ação de marketing  transformando o castelo de Rochester em uma tela de projeção de alta definição para mostrar um clipe com a música SHOOT THE THRILL que é trilha do filme.

O vídeo abaixo mostra a beleza e magnitude da apresentação!

Isso sim é uma ação de marketing, juntando um monumento histórico e uma banda que já faz parte da história do melhor Rock n’ Roll, coisa rara que merece atenção.

E o que falar do filme, uma trilha dessas, atores de peso, efeitos de primeira e é claro Stan Lee, o mestre por trás de toda essa história, é uma fórmula difícil de dar errado.

ACDC Vs Iron Man 2 – Architectural Projection Mapping on Rochester Castle from seeper on Vimeo.

O Livro de Eli | Crítica

thebookofeli1O livro de Eli é mais uma obra pós-apocalíptica que mistura várias referências, o filme começa e você já sabe que o mundo está um caos, nas primeiras cenas vemos isso quando Eli (Denzel Washington) entra em uma casa, acha um corpo de uma pessoa estrangulada e a primeira reação sua é procura em seus bolsos se ele tem algo de valor, depois tira as botas do defunto e vendo que elas servem ele fica feliz igual uma criança que ganhou um brinquedo novo.

É uma mistura de Eu sou a lenda, Mad Max e outros filmes que tem em seu contexto roupas rasgadas, motos feitas de outras motos e muita matança por pouca coisa, no filme vemos que não há mais nenhum lugar seguro, quem vive caminhando pode se encontrar com a morte facilmente, Eli sabe disso e se arma muito bem para enfrentar qualquer um em seu caminho, pois tem uma missão importante (não vou contar obvio) e vemos que ele sabe a arte de chutar traseiros. O filme confia na inteligência do espectador e não apela para explicações cheias de detalhes, apenas fala que o livro que Eli carrega é o ultimo exemplar e que este foi uma das causas da tal guerra que acabou com a camada de ozônio e fez a luz do sol queimar tudo, só quem  estava embaixo da terra ficou protegido.

Carnegie (Gari Oldman- sempre bom!) está à procura deste bendito livro e acredita que com ele possa aumentar sua influência sobre os povos que sobraram e assim conquistar mais cidades que sobraram depois do Flash.

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No fim vemos porque Eli protegia tanto o livro, com um fim cheio de revelações que agrada a quase todos.

Falando das atuações: Denzel Washington é a engrenagem principal, sendo também produtor  do filme, a história se segura nele para tomar forma e nos fazer entender o que acontece. Ele demonstra que ainda está bem e em forma, mais não acrescenta nada e nem piora, apenas faz sua parte. Quem rouba a cena é Gari Oldman que faz um Carnegie frio quase psicótico, com suas risadas diabólicas mostra que sabe levar muito bem um vilão a moda antiga, as outras atuações são dispensáveis, Mila Kunis apenas é a mediadora de perguntas para facilitar o entendimento da história.book_of_eli_denzel_washington1

O filme marca também por fazer product placement onde é quase impossível, num mundo onde tudo está destruído nem Freud explica como Denzel Washington conseguiu uma mochila tão bem cuidada da OAKLEY já que se passaram 30 anos desde a guerra, a mesma coisa eu digo de seu IPOD CLASSIC que funciona bem sendo carregado todas as noites por uma bateria portátil e também temos um megafone da MOTOROLA que Gari Oldman usa lá pro fim do filme.

Bom o filme é uma boa diversão pra quem gosta de uma história legal, mas se você procura muita ação e pouca conversa este não é seu filme, “O Livro de Eli” é uma balança bem equilibrada, não pende para nenhum lado, é uma produção madura com uma direção segura dos irmãos Hughes (que eu admiro muito pelo seu outro filme bem desenvolvido “Ambição em alta-voltagem”), fica esta dica para quem vai pegar um cinema este fim de semana.

Nota: 8,0

Transforme-se no “Chapeleiro Maluco” | “MadHatter Yourself”

Transforme-se no “Chapeleiro Maluco“, personagem de Johnny Depp no filme “Alice no País das Maravilhas“, que estreou nos Estados Unidos no último dia 05. Essa tranformação é possível graças ao aplicativo “MadHatter Yourself” para Facebook criado pela Disney, onde o usuário pode escolher se quer utilizar sua foto do perfil ou capturar uma nova foto pela webcam.

Outra atração do filme na internet é o site oficial. Nele é possível encontrar imagens do filme, a história da Alice, fazer downloads de wallpapers, enfim, entrar no País da Alice. Além do aplicativo para o Facebook, o site conta ainda com mais 2 games sobre o filme.

Com lançamento previsto para 23/04 no Brasil, o filme dirigido por Tim Burton estreou no último dia 05/03 nos Estados Unidos, e contabilizou uma arrecadação de US$41 milhões no primeiro fim de semana.

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Alice no País das Maravilhas estreia nos EUA com muita polêmica

Quanto vale uma mídia espontânea? Um boca a boca? Impossível quantificar, mas para a Disney vale pelo o menos
US$ 700 mil. Foi esse o valor investido para fazer uma falsa capa no Los Angeles Times na última sexta-feira 05/03.
O Chapeleiro Maluco, interpretado por Johnny Deep, estampou a primeira página. Interessante.

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Os leitores por sua vez tiveram de passar para a segunda página para ler as notícias de capa original. A publicação deste anúncio por sua vez causou muita dor de cabeça para o jornal. Os executivos aceitaram a proposta sem pestanejar, mas a equipe editorial foi contra, resultando na saída do editor-executivo.

Alice estreiou do jeito que todos esperavam, polêmico como o diretor Tim Burton!

Tirando a toalha da mesa | BMW S1000 RR

Quem nunca quebrou alguma coisa em casa tentando fazer isso? Eu sempre achei que isso não era possivel, afinal nunca consegui. E garanto que tentei várias vezes.

O que eu não consegui com 4 copos a BMW utilizou a nova S1000RR, que faz de 0 100km/h em 2,9 segundos, para tirar a toalha de uma mesa com 24 jogos de jantar. E SEM QUEBRAR NADA!

Logorama fatura Oscar de melhor curta-metragem de animação

O curta francês Logorama faturou o Oscar de melhor curta-metragem de animação. Com perseguições, tiros, mocinhos e bandidos, o curta segue a linha dos melhores filmes de ação de Hollywood. No lugar de pessoas e lugares, logos. Mais de 2.000 marcas foram utilizadas entre logos e mascotes.

Veja abaixo o curta.

Nike | Mandingas – A nova camisa azul da seleção

Sem brincadeira, alguma coisa de mágico deve haver na camisa da seleção Brasileira de futebol. Pode ser alguma conjunção astral no momento do nascimento da peita mais desejada do planeta. Pode ser a fé do nosso povo (e milhões de agregado-recalcados ao redor do mundo). Ou pode ser simplesmente aquele detalhe no lado direito do peito, chamado Swoosh. Símbolo poderoso, aqueles que o ostentam tem um algo a mais. Seu significado? Grana. Muita grana.

Mas a coisa toda não para por aí. O poder vai muito além. Em uma salada de ritmos e cores a Nike nos hipnotiza e faz até um torcedor descrente como eu vibrar novamente, se não com a seleção, com uma entidade chamada propaganda. Em seu mais novo hit, a Nike lança o vídeo “Mandingas”, onde tenta explicar exatamente a mística da camisa brazuca, através de seus atuais proprietários: Robinho, Luiz Fabiano, Maicon. Num vídeo feito pela F/Nazca e com a narração do rapper Thaíde, a Nike mais uma vez encanta. Dá até raiva. Mas arrepia. Saca só.

Que a vida imite a arte…

inglorius bastardsApós a publicação da lista dos indicados ao OSCAR 2010 notamos nela uma tendência ao resgate de bons roteiros. Na frente temos o todo poderoso Avatar e o seu mega-sucesso de bilheteria, com 9 indicações.  Seguido por 5 produções que têm como ponto forte, pelo menos, um bom roteiro. Será que Hollywood se cansou dos Blockbusters? Ou será que os grandes estúdios descobriram que sim, gente comum também pensa? Ou ainda: Será reflexo da crise do ano passado que fez com que um bom redator/roteirista (infinitamente mais barato), fosse mais viável que horas e horas de renders? Essa última opção, para mim, é a mais indicada.

Não acredito que Hollywood leve em conta a nossa inteligência, nem que eles tenham descoberto que menos é mais.

Pensem comigo: Grandes investimentos só viram lucro caso batam seus orçamentos milionários. Já se o investimento for intelectual o retorno é praticamente garantido, pois via de regra, intelecto, pura e simplesmente, não tem custo no cinema norte-americano. Roteiristas e redatores definitivamente não são os queridinhos de Hollywood. Ou não eram.

As garantias Hollywoodianas ainda continuam valendo. Atores rentáveis como Will Smith, diretores renomados como Steven Spielberg e produtores conhecidos como Jerry Bruckheimer contam muito, mas o que dizer de Jeff Bridges indicado ao Oscar de melhor ator, Kathryn Bigelow como melhor direção e Lawrence Bender que chefia a produção de Bastardos Inglórios e também foi indicado?

Não são nomes de peso, não por culpa deles que são excelentes, mas por culpa da máquina. Da estrutura que pasteuriza e escolhe o mais fácil, o mais colorido. O mais burro.

Agora o que o OSCAR 2010 sinaliza para a gente?

Sinaliza que, quer seja como estilo, opção ou viabilidade, o intelecto é VENDÁVEL. Sim, a inteligência, o cuidado, a sinceridade de ideias tem o seu valor por si só. Não importa que a descoberta tenha sido feita por necessidade. A originalidade intelectual é um bom produto e vende. Talvez tenha sido necessário uma crise mundial para mostrar aos estúdios que NÃO, não é absolutamente necessário que se façam filmes cheios de efeitos especiais e com QI de pé de alface e que NÃO, remakes não são a única saída (como tinha virado costume).

E se os estúdios, com toda a sua ganância, prepotência e arrogância aprenderam (mesmo que a contragosto) e estão aplicando essa lição, acho que cada um de nós poderia fazer o mesmo.avatar

Nós publicitários poderíamos vender tudo de maneira nova. As favas com a velha mala-direta e e-mail marketings, que às vezes existe só porque o cliente quer (ou nós é que queremos?). Vamos vender sim, mas intelectualmente. Com verdade. Com DNA. Responder às velhas fórmulas com novos roteiros.

Em família ou sentimentalmente, porque não surpreender? Por que não fazer, falar, construir uma vida diferente? Nova, inteligente, original. Criativa. E com um enredo só seu (e dela) (ou deles)?

Por que ser um John Woo presepeiro (leia-se com dinheiro e sem noção), se você pode ser um Tarantino, pegando tudo o que já existia antes e misturando, conseguir algo totalmente novo? Ou um dos irmãos Wachowski e criar todo um universo? Um Coppola e fazer da sua vida uma obra prima?

Antes que uma crise nos obrigue a adaptar as nossas vidas, exigindo de nós uma iluminação tardia sobre o que realmente importa, vamos criar um enredo que valha a pena ser assistido mesmo que por um pequeno e seleto público. A nossa vida tem que ter cor, efeitos e trilha sonora sim.

Mas a nossa atuação tem que ser sincera. E o nosso roteiro único.

Ahhhhh, passa amanhã…

James_BondDo momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir somos bombardeados por propagandas de todos os lados. Ao ligar a TV, o Rádio, ao abrir uma revista, ao levar o cachorro para passear, ao navegar na internet. Tem sempre alguém querendo nos vender alguma coisa. Nada contra, afinal, esse também é o meu ganha pão. O problema aparece quando o produto não interessa e o que é pior, quando o “vendedor” passa a ser chato. Artificial.

Acho que hoje a maior prova de chatice publicitária é o product placement tupiniquim (conhecido popularmente como merchandising). Foge a minha compreensão o porquê uma forma de exibição de marca/produto tão legal e habilmente usada por estadunidenses, europeus e até asiáticos, em nossas mãos, vira um momento de total vergonha alheia.

Nos filmes, seriados e clipes importados é comum ver marcas como Apple, Coca-Cola, Starbucks e seus produtos colocados escancaradamente na nossa frente. Eu só não me lembro de ter visto algum ator se referir a eles em cena. Por exemplo: Um casal deitado numa cama, conversando. Ele lendo um livro. Ela com um Macbook no colo. Eles estão falando sobre alguma coisa, mas ele não cita o livro e ela não diz nada sobre o Mac. Mas a maçã iluminada está lá apontada para a sua (minha) cara, e quer saber? Eu adoro! Queria ter um daqueles brinquedinhos! Queria ter uma mulher daquelas! Queria ter uma vida daquelas! E é isso. O product placement surtiu efeito. Não tentou me vender um produto da Apple, mas me vendeu “o sentimento de ter um produto da Apple”. Fiquei com vontade e confesso que de verdade estou louco pra comprar um Macbook. E isso acontece sempre: Queria passar numa Starbucks a caminho do trabalho para comprar café para mim e para os meus colegas da criação, queria ter uma Harley-Davidson para cruzar o país, queria um tênis da Nike para correr no Central Park.

forrest-gump-cortez-nikePor falar em Nike, o @johnnytrainoti lembrou aqui de um PP no filme Forrest Gump. A namorada de Forrest lhe dá um par de tênis “especiais para corrida”. Mais tarde, quando perguntado por que ele corria o protagonista responde: “Eu apenas corro” ou traduzindo: JUST DO IT! Lindo isso!

Mas aí me vem a Rede Globo com o seu merchandising de novela: Mãe e filho na cozinha conversam. Ele em pé tomando água. Ela sentada em frente a um laptop navegando na internet. Ele diz: “Mãe, que tal se a gente fosse jantar juntos?” e ela responde “Calma filho, deixa eu fazer uma transferência no Itaú Bankline! É rápido, prático e seguro… pronto, terminei! Vamos jantar meu lindo”.

Ou ainda: Duas amigas conversam na sala. Uma terceira entra com a sacolinha da Natura (Detalhe, a casa é uma mansão e as mulheres certamente teriam dinheiro para usar produtos importados e bem mais caros, tornando a cena inverossímil), daí uma delas vira e diz: “Nossa são cremes?” (detalhe 2, como ela adivinhou?) e recebe como resposta: “Sim, são cremes! Acabei de pegar com a minha revendedora!”.

Pronto, a Rede Globo acabou de perder a oportunidade de ganhar um bom dinheiro apresentando uma bela geladeira inox da Bosch e um laptop Sony Vaio, no caso do primeiro exemplo e também de vender um Tag Heuer no pulso de uma delas e uma TV LG de 52” no segundo caso (aliás, por que a gente não vê aparelhos de tv nas salas das novelas?), tudo isso sem a necessidade de me deixar com ânsia de vômito.

E pra não dizer que não falei em flores (ou filmes), as produções nacionais também não primam pela sutileza, tendo em vista o grande número de fachadas de banco “aparecendo” durante as tomadas.

Como eu disse anteriormente, eu não entendo isso. Será que as TVs brasileiras acham que os telespectadores são tão burros que não perceberiam uma marca inserida no contexto da trama? E outra, o que é mais importante, me dizer que esse ou aquele produto/serviço quer fazer parte da minha vida ou me deixar com vontade de que ele o faça? Product placement brazuca me deixa com sentimento de vergonha alheia do ator, do canal de tv, do produto/serviço em questão e da marca.

Será tão difícil assim acertar na mosca? Não sei, só sei que agora eu vou tomar a minha Coca-Cola ultra gelada e comer as deliciosas bananinhas da Padaria Pão da Hora. Até +.