Home office, produtividade e bem-estar.

Raphael Peagá

Tarefas, prazos, reuniões, reuniões e mais reuniões. Tudo parece ser urgente. E agora?

Quando começou a pandemia e boa parte das empresas e trabalhadores foi obrigada a aderir ao home office, algumas facilidades do dia a dia na “firma” se perderam, pelo menos a princípio: problemas que eram resolvidos em uma breve conversa, com frequência, se tornam longas reuniões no Google Meet, Zoom ou qualquer outra plataforma. O número de reuniões, necessárias ou não, cresceu drasticamente, mas, agora, em frente a uma tela de computador ou celular, o que gerou cansaço e estresse para gestores e colaboradores.

Mais ou menos 2 anos depois, mesmo com o avanço da vacinação e o relativo controle da pandemia, muitas empresas ainda não voltaram totalmente para o trabalho presencial, enquanto outras sequer cogitam essa possibilidade, tendo percebido que o trabalho remoto, se aplicado com respeito e cuidado, pode ser tão ou mais produtivo do que o modelo tradicional. Por isso, muitas pessoas ainda estão utilizando essas mesmas ferramentas de reuniões virtuais para trabalhar e/ou estudar. O “novo normal” vai sendo perpetuado.

Trabalhar de casa ou morar no trabalho?

O home office foi o sonho de muitos profissionais por muito tempo. Evitar o trânsito até o trabalho, economizar com transporte, dormir um pouquinho mais, passar mais tempo em casa, entre outras vantagens. Quem é que nunca imaginou como seria incrível trabalhar de casa? Mas, como foi implantado às pressas e em condições longe das ideais, em meio a uma pandemia que mudou drasticamente nossas vidas e causou muita ansiedade, para muita gente, o sonho virou pesadelo.

Em geral, as horas de trabalho aumentaram. O isolamento prejudicou as relações humanas, praticamente inexistentes durante os períodos mais graves da pandemia: aquele cafezinho com o colega, o bate-papo, o happy hour pós-expediente, o almoço com a equipe, entre outros pequenos rituais que servem de válvula de escape, tudo isso deixou de fazer parte do dia a dia de trabalho. Sem falar das outras restrições, que limitaram (e ainda limitam) nossas vidas sociais por tanto tempo.

E, com os limites da vida profissional e a pessoal se confundindo, ficou mais difícil definir onde termina o dia de trabalho e onde começa a vida pessoal, afinal, nos dois casos, tornou-se comum nos vermos em frente a uma tela.

Entre agosto e outubro de 2020, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) realizou uma pesquisa com psiquiatras, que indicou o aumento de alguns dos malefícios do excesso de reuniões virtuais para a saúde mental dos profissionais: 54% dos entrevistados perceberam em seus pacientes um aumento nas queixas sobre o excesso de videoconferências nos cinco meses anteriores à pesquisa, e 68,6% aumentaram a prescrição de psicoterapia a pacientes que tiveram quadros de estresse e ansiedade. Esse fenômeno recebeu até um nome: zoom fatigue  ou fadiga do zoom, que é sentido por muitos profissionais que emendam uma reunião na outra, sem intervalo, passando praticamente o dia todo em frente a uma tela.

A partir daí, as empresas perceberam os impactos que todo esse contexto estava tendo sobre seus colaboradores, abriram os olhos para a importância da saúde mental e começaram a tomar medidas para amenizar o desgaste, o estresse e a ansiedade de seus times.

Como a gente lida com isso aqui na Humann?

Nós fazemos o possível para nos adaptarmos a essa nova realidade da melhor maneira possível, dedicando-nos a contemplar as necessidades e os anseios dos nossos Humannos, especialmente porque, durante o período pandêmico, nós adotamos o modelo de home office definitivamente, ainda que tenhamos uma agência física para receber nossos colaboradores de braços abertos. Entre outras medidas, nós:

Estimulamos a socialização dos nossos colaboradores, seja virtual ou presencialmente aqui na agência, para fortalecer o relacionamento interpessoal.

Incentivamos que os nossos Humannos ajudem uns aos outros.

Damos autonomia, por exemplo, quanto aos horários (desde que não afete o andamento das etapas seguintes do job).

Reforçamos a importância de separar a vida profissional da pessoal.

Estimulamos que cuidem da saúde, disponibilizando o Gympass para toda a equipe.

Realizamos workshops de saúde mental.

Promovemos workshops e palestras para o desenvolvimento profissional.

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